terça-feira, 8 de outubro de 2019

Escócia das paisagens cinematográficas

Nem sei porque tive essa ideia de visitar a Escócia. Pesquisando mais, vi que seria impossível percorrer de carro, em poucos dias, tantos lugares distantes, sem um planejamento minucioso. Alugar carro estava fora de cogitação. Foi então que me deparei com essas excursões mão na roda, tão enxutas que cabiam na minha programação. Sair de Amsterdã, onde estava, pra Edimburgo ou Londres, não traria alteração significativa no preço da passagem. Decisão tomada. Aventura sem riscos.

Travelodge

Descobrir o hotel Travelodge foi uma surpresa boa. Precisaríamos de uma noite apenas para sair já de manhã pra pegar o tour. Tudo muito básico, prático e limpo. O box do banheiro, o que mais me faz decidir se fico ou largo, reformado e asseado. Localizado na principal via, Princess St, a poucos passos de onde seria o ponto de encontro marcado pela empresa. Café da manhã sem luxo mas bem completo, com caixinhas de cereais e de sucos, frutas, frios, pães, ovos, bacon, salsichas, chás, leite... nossa!!! mais que suficiente. Deu pra comer e levar. Ah, o preço: muitíssimo em conta. Excelente custo-benefício.

Tour (The isle of Skie - 3 days)



Cheguei à noite em Edimburgo. No outro dia pela manhã sairia numa excursão de 3 dias pelas terras altas, Highlands, rumo à ilha de Sky. Procurei muito um tour que coubesse nos meus planos turísticos e financeiros e esse foi fantástico. Paguei pela internet e não tive nenhuma surpresa desagradável. Rabbie's foi a empresa escolhida. Ela está muito bem indicada no TripAdvisor. Isso foi uma segurança. Havia passeios partindo de várias cidades do Reino Unido e com várias opções de roteiros. Saindo de Edimburgo, tinha o passeio que queria: Ilha de Sky ou Isle of the Skye, dito em gaélico. Quando se escolhe o passeio, deve-se indicar o tipo de hospedagem (B&B standart, B&B en/suite - a que fiquei, Hotel 3 estrelas e Hostels), o que influencia no preço do pacote. Depois do café da manhã, o transporte busca cada um em suas acomodações antes de iniciar as atividades do dia.
Iniciamos nossa jornada na Princess St. no horário combinado. Devido à restrição de bagagem, deixamos as malas no maleiro da estação e levamos apenas uma sacola com o necessário para 2 noites. A van realmente não comportava, era muito pequena, mas confortável para as 16 pessoas. O motorista era também o guia. Com um microfone e uma seleção de músicas regionais e/ou temáticas de tirar o fôlego, a viagem se tornou inesquecível. Mas houve, sim, quem só dormisse no trajeto. Eu me apaixonei, me emocionei e me amei por ter feito questão de ir até lá.
Além das paradas nos pontos turísticos, os locais escolhidos para alimentação foram bem acessíveis.
Tudo, tudo chamou atenção. É uma paisagem tão diferente. Seja a das cidades com suas construções de tijolinho, seus castelos, seja a rural com seus verdes bem verdes e geografia exuberante. Os cenários de filmes são realmente cinematográficos. Os que não são também. Não fosse o frio (e olha que estávamos em pleno verão, julho), seria nota 10. Não atrapalha, mas limita um pouco. Em certos lugares, como Kilt Rock e Cuith-Raing, que são descampados, tínhamos que voltar rapidamente pra van pra não congelar.

Edimburgo - Londres

Pra não ter que pernoitar em Edimburgo e perder a manhã em Londres, optamos pelo trem Caledonian Sleeper, que parte de noite e chega cedinho. Há opções de poltronas e cabines com camas. Preferi a cama, por dois motivos: conforto e curiosidade. Fui atendida mais no segundo quesito. Dormir mesmo não consegui. Dei longas cochiladas, confesso. Mas o balanço sempre me acordava.

terça-feira, 18 de abril de 2017

Paris, Londres, Amsterdam e Escócia

          Nessa viagem, percorri algumas das principais capitais de Europa. Cheguei por Paris. Peguei um trem rápido para Amsterdã. Voei até Edimburgo para fazer uma excursão pelas terras altas de Sky. Comentarei em um post exclusivo. De trem novamente fui até Londres. Uma jornada sensacional, cheia de coisas deslumbrantes pra se conhecer. Dava pra ficar acordada só de pensar no que tinha feito durante o dia lá.
       A sequência das paradas foi estabelecida pelo clima. Como chegaria no final de junho, iniciozinho do verão na Europa, quis garantir que o tempo não me fizesse encher a mala com roupas de frio além do necessário, deixando para o alto verão as cidades de frio mais intenso. Assim, Paris, que fica mais ao sul, foi minha primeira base. De lá, de trem para Amsterdã. Um vôo rápido até Edimburgo e, por fim, um trem dormitório para Londres. 4 cidades encantadoras e uma viagem show.
  • Dicas de transporte

          Quanto aos meios de locomoção, a ideia inicial era pular de base em base via trem. Mas ao ver o tempo gasto e as baldeações, optei por fazer o trecho Amsterdã - Edimburgo de avião. O valor foi equivalente, mas foi menos cansativo. Uma observação a fazer aqui: o limite de peso da mala. Para não pagar excesso de bagagem, tive de tirar umas coisas na hora do check-in. Então, há esse detalhe, visto que o limite lá é bem menor que os 32 kg permitidos pelo Brasil em voos internacionais. Nas companhias Low Cost, a passagem com franquia, se não me engano, de 20 Kg já é mais cara que a prevendo apenas bagagem de mão.

  • Dicas de hospedagem

Tenha a certeza que muita gente quer ficar no melhor lugar, pagando mais barato. Então, quanto antes você se decidir, melhor. As excelentes localizações a um custo baixo custo somem rapidamente.

1) Paris - Queria muito ficar no Quartier Latin para curtir a vibe tão falada e para não ter que fazer grandes deslocamentos, pegando condução para jantar. Como a noite ali é animada e cheia de juventude, estava decidido. Primeira descoberta: hotéis ali são bem mais caros. Do outro lado do rio, no Marais, a condição é bem mais acessível com qualidade semelhante. Outra: as linhas de metrô não são muito práticas, exigindo na maioria das vezes baldeação. Há menos estações também. Por fim, achei o lugar muitíssimo movimentado durante o dia, muitos turistas, turistas aos tufos e com eles a sujeira; e à noite, não foi encantador como supunha. 
          Escolhi o Royal Saint Michael que fica na boca da estação de mesmo nome. Na época era um Best Western. Hoje parece que não mais. Segue um design mais moderno em relação à maioria que era de época. O tamanho do quarto é bom e o café da manhã muito gostoso. O preço não é dos menores mas estava na média e com melhor estrutura e localização. A média de preços para 5 noites girou em torno dos mil euros. Paguei $ 1.175,00. Apesar de estar numa área de muito movimento, não tive problema com barulho, talvez devido ao fato de ter ficado no último andar. Tem elevador mas é minúsculo. Só cabe uma pessoa com mala. A estada foi ótima.
          Outras opções que gostei: Abbatial Saint German, Europe Saint Severin, Henri 4 Rive Gauche, Le Jardin de Cluny, Le Clos Medici

2) Amsterdã - Optei mais uma vez pela localização, seguido das facilidades de transporte, no caso as linhas de Trans, aqueles trenzinhos elétricos de superfície.

3) Edimburgo - A cidade foi apenas ponto pra sair em excursão pelas Highlands. Teria sido interessante ficar uns 2 dias só para conhecê-la. Gostei do pouco que vi. Então, como dito lá em cima, a próxima postagem será dedicada ao tour.

sábado, 20 de fevereiro de 2016

México - Um país amigo



Sempre tive uma resistência em conhecer Cancun. A queridinha da década de 2000 retornou com força total depois de 2009, quando as condições de compra de viagens melhoraram. Num daqueles momentos históricos em que você consegue finalmente juntar milhas suficientes para fechar uma viagem, quis escolher um lugar bonito, apesar de artificialmente feito pelo homem, e que fosse relaxante. Pimba. Escolhi Cancun. É claro que minhas milhas não davam pra muitas outras opções. rs
Então fui fazendo um pinga-pinga danado e cheguei lá duas conexões depois, uma em Bogotá e outra na Cidade do Panamá. 13 dias divididos entre Playa Del Carmem, Tulum e Cancun, nessa ordem. Foi tudo de muito bom. Amei. Principalmente porque amei o povo: tranquilo, amistoso, sorridente e também humilde. Espero que curtam as dicas e o país.


Translado - contratei com o indicado no site do aeroporto. Correu tudo bem apesar de ter sido uma das últimas a sair por causa das malas. Elas saíram plastificadas do Brasil e foram abertas lá. Política do país.

Hotéis
  • La Tortuga - Um hotel charmosíssimo na esquina do Sr Frogs. A duas ruas da 5a avenida, a rua onde tudo acontece a noite. O prédio circula uma piscina infinita e tortuosa que fica ao centro, verdinha, verdinha, ornada com arbustos e plantas de jardim. 





  • Las Ranitas - Uma graça de lugar. Bem afastado, quase no fim da beira-mar. Um hotel boutique com chalés em frente ao mar. Não há energia elétrica em Tulum, nas praias. Mas havia gerador e não ficávamos no escuro não. O barulho do mar incomoda um pouco pra quem não está acostumado. Eu, no caso. Mas nada que tirasse o encanto do lugar. As janelas são todas com telas, então não há preocupação com bichinhos sobrevoando você.


  • JW Marriott - Fabuloso. Não oferece sistema all inclusive. Fechamos com café da manhã somente. Mas foi espetacular: serviço, dependências, opções de restaurantes, hall com show no happy hour, piscinas, serviço de praia, a praia em si. Nossa, nota mil.






terça-feira, 25 de novembro de 2014

Mi Buenos Aires Querido


De volta a Buenos Aires depois de 3 anos, tive uma grata satisfação de ir com meus pais. Andamos muito mas foi muito bom. Comemos super-bem. Eles amaram. Os hermanos se mostraram muito mais "adaptados" a nós, brasileiros. Fomos sempre bem atendidos.

  • Onde Comemos
1) Cabaña Villegas
     Fica em Puerto Madero, na altura do navio museu. Comida impecável e atendimento muito gentil. Quando souberam que minha mãe fazia aniversário, trouxeram uma sobremesa com velinhas e tudo, acompanhada de champagne e de muitos garçons cantando o cumpleaños. Havia prato executivo, mas preferimos pedir o tradicional bife de chorizo. E acertamos. Primeira refeição em terras platinas e foi a que marcou. Uau, que delícia de carne! A paisagem também foi uma sensação a mais: dia claro, o navio, o rio, pessoas caminhando. Voltarei com certeza.

2) Café Tortoni
     Da outra vez não tinha conseguido entrar por causa da fila. Deixamos pra última hora e não deu pra esperar, pois o voo sairia naquele mesmo dia. Dessa vez chegamos no início da tarde. Havia fila, mas bem menor. Lotado, como sempre, conseguimos um local próximo à entrada. Não é tão glamuroso quanto se imagina de fora. Talvez menos que a Confeitaria Colombo no Rio. Queria pedir o indicado pelos viajantes, mas logo a minha frente, uma mulher comia o churros com chocolate quente. Percebi que ele não era crocante como pensava. Quando vi o preço então, achei melhor pedir apenas duas unidades dele com café. Dito e feito, bem decepcionante. Quem conhece o churros servido no Pobre Ruan, sentiria o mesmo. Bem, mas é um ponto turístico que não se pode deixar de ir. Nem que seja pra dizer que foi e não gostou. O que salvou foi o café: adoramos. O atendimento foi bem simpático e rápido.

3) El Sanjuanino
   Empanadas, empanadas. Ir a BsAs e não provar as empanadas é como ir a Salvador e não provar acarajé. Então, resolvi que iria comer as do El Sanjuanino, as mais indicadas entre as indicadas. Quase unanimidade. Deixei os pais no hotel e fui comprar as tais. Estavam lindas. Escolhi carne, frango e as tão faladas de cebola caramelada. Voltei correndo pro hotel para comê-las quentes. Comi, comi, comi. E ao final concluí: é, não são maravilhosas não. Já havia comido melhores na Recoleta. Tentei até justificar pra mim mesma que talvez as fritas fossem as delirantes e não as assadas. Bem, mas valeu conhecer. Pode ser que volte pra tirar a prova. Por enquanto, fico com a frustração.

4) La Paroloccia Casa Tua - Palermo
    É uma rede de restaurantes espalhada por Buenos Aires. Fomos na de Palermo, próxima ao museu Evita. Foi tudo excelente: ambiente, serviço, comida e preço. Ao chegar, são oferecidos drinks e água. A cesta de pães é enorme e deliciosa, acompanhada de pastas e patês. A reposição é frequente. As opções do menu executivo são massas, peixes, carnes e frango, além da salada. As sobremesas também são diversas. Tudo em boa quantidade. Amei a decoração clássica, muito chique. Fizemos a reserva por meio do Restorando e tivemos desconto. Recomendo muitíssimo. Da próxima vez quero experimentar a de Puerto Madero.

5) La Josefina
    Na esquina do Museu Evita, está o La Josefina, também em Palermo. Aliás, Palermo é cheia de surpresas saborosas. Não havia pesquisado sobre o restaurante. Vimos de fora, gostamos e entramos. O ambiente é muito acolhedor, especializado em parrillas. O atendimento foi muito simpático. Nem preciso dizer o que meus pais pediram: carne. Eu quis mudar e pedi um outro tradicional de Buenos Aires, o filé parmegiano, que é o nosso bife à milanesa. Tive indicações de comer esse prato em outros lugares, mas aquele estava divino. Enooorme, sequinho. Valeu!

6) L'Orangerie - Alvear - Chá da tarde
   Agendamos para 18h. Fomos em 3 pessoas mas não havia uma variedade para cada um de nós dos petiscos, além de serem muito pequenos não dava pra dividir. Na nossa mesa serviram a mesma quantidade de comida que para a mesa com 2 pessoas. O atendimento foi muito demorado. Há pouquíssimas opções salgadas, dois sanduíches com patês e presunto do tamanho de meio pão de forma. Uns dois pãezinhos um pouco maior que uma moeda de 1 real. Nenhuma das opções me fez subir às nuvens com o sabor. O chá escolhido foi o de fava de baunilha. Uma delícia. Pedimos para repetir o chá, feito em um bule grande mas que não ficou na mesa. Os garçons cochicharam como se estivessem decidindo se podíamos repetir ou não e um deles veio repor. Depois disso, tivemos que chamar o garçom que parecia não nos enxergar. A única coisa de tamanho razoável foi a torta doce final. Experimentei a mil folhas com chocolate. Estava muito boa. Minha mãe pediu a de pera. Estava bem melhor que a minha. Lá se foi mais um tempo e serviram a tal Champagne. Cumpriram com o desconto por termos reservado com o site Restorando mas deram troco errado. Claro que fiz questão de não dar os 10%. Ah, o ambiente é maravilhoso, com estilo rebuscado e detalhes em dourado. A louça é gasta mas guarda o seu glamour. Sinceramente, 180 pesos (R$ 69,00) é muito só para admirar a arquitetura. Fui preparada para pouco, mas veio menos ainda.

7) Itamae Sushi - San Telmo
    Queríamos comer no La Cabrera. Chegamos atrasados para o happy hour que termina às 18h e tem redução de 50% nos preços. Sem saber onde ir, fomos voltando à estação do metrô e vendo o que podíamos escolher. Entramos no Itamae Sushi. Muito bom atendimento e muito gostosa a comida, apesar de meio salgado o preço. O ambiente é moderno e não havia nenhum funcionário de origem japonesa. Receosos por isso, fomos pedindo um prato de cada vez: miso, gyoza, tempura e tábua de sashimis. Tudo estava muito bom. Nos tirou um pouco da tristeza que estávamos por não ter comido no La Cabrera.

8) La Gran Taberna
    Queria um restaurante próximo ao Congresso, pois estaríamos nas redondezas. Foi aí que apareceu a indicação do La Gran Taberna, comida espanhola no centro de Buenos Aires. Fica na rua detrás do Congresso. Bem fácil de achar. Pegamos um garçom com cara de bravo que dava medo (é o do site). Mas não se surpreenda se fizer uma piada de repente. Com jeitão bem portenho e prestativo, é boa gente. O ambiente é bem característico, com vinhos, jamones e alho pendurados no teto. Muito aconchegante. O cardápio é imenso, chega a ser pesado mas o carro-chefe é a paella, que eu adoro e por isso me atraiu. Meus pais resolveram ir de carne novamente, estavam vidrados em carne. rs Havia opção de paella pequena e foi essa que pedi, já que seria apenas pra mim. Vem uma porção que dá pra três tranquilamente. Muito boa, molhadinha, com fartura de frutos do mar. A carne deu um pouco de trabalho porque teve de ser mais passada. Nada que estragasse a impressão. Se quiser variar em Buenos Aires, fica a dica.

  • Hotéis
1) Arroyo Tower
    Já havia me hospedado no Abasto Plaza, no tradicional bairro Abastos de Gardel. Dessa vez quis me hospedar mais próxima da Recoleta e de Palermo. Mas teria de ter acesso fácil ao metrô. Então descobri o Arroyo. Pequeno, arrumadinho, a algumas quadras da estação San Martin - linha C. Fica a umas 3 quadras do fim da Florida e da entrada do metrô. Dá pra caminhar até o centrinho da Recoleta e tem muitas opções de restaurante nas redondezas. Consegui um preço ótimo no Hotel Urbano.

    O Arroyo Towers tem uma entradinha bem discreta, foi toda reforma depois que estive lá. Mas os quartos são uma graça, tem um carpete com grafismos em tons de lilás e creme. O que ficamos, um triplo, tinha uma salinha com mesa, cadeiras, frigobar e pia, e um armário. Havia um corredorzinho entre a sala e o banheiro para deixar as malas, com prateleiras e cofre. O banheiro está sem azulejos, mas bem cuidado. Deu a impressão de que está num estágio de espera pela forma definitiva. Oferece secador e vários produtos para banho. O chuveiro fica dentro da banheira em pvc, na qual se apoia uma meia divisória para aparar os respingos. Se não for cuidadoso, molha-se todo o piso (ponto negativo). O café da manhã não é muito variado mas é muito gostoso. Nota 10 para as medialunas e creme cheese fresco. Há opções de bebidas quentes e frias, um tipo de queijo, um de presunto e 3 opções de cereais e de doces. Descobrimos que se pode pedir ovo mexido ou frito, o que deu um UP nas opções. Não tem pão tipo francês, somente pão de forma, o que deixou a desejar. Para finalizar, salada de frutas e geleias. O atendimento é um capítulo à parte. A equipe sempre muito simpática e atenciosa. Mesmo antes do check-in, nos permitiram tomar o desajuno. Adiantaram para 10h nossa entrada que seria apenas às 15h. Num dia o wifi não estava pegando bem no quarto. Prontamente o Javier disse que iria reiniciar o modem. Tempos depois me ligou para conferir se tinha melhorado. Um mimo. Recomendo e voltaria com certeza.

2) Bisonte Libertad
    Depois de fechar com o Arroyo, me deparei com o Bisonte. A única coisa que me desagradou um pouco foi a localização em relação à estação de metrô, fica um pouco distante. De resto tenho planos de um dia ficar lá e confirmar a impressão que tenho. Há promoções no site do hotel para agendamentos antecipados. Vale a pena se programar e conferir.

  • Locomoção
1) Metrô
    Mapa: http://www.buenosaires.gob.ar/subte/mapa
    A maioria dos deslocamentos fizemos de metrô. Foi bem tranquilo e fácil. A linha A tem trens novinhos, importados do Japão. Chique, chique. O ponto negativo é a falta de acessibilidade. Não há escadas rolantes nem esteiras.

2) Táxi
    Mesmo sendo barata a tarifa de táxi, não compensa muito se você não vai dividir com outra pessoa. E depois, caminhar é a melhor parte, conhecer os cantinhos da cidade e tal. Usamos mais à noite. Deve-se ter cuidado ao pegar na rua. Há diversos casos de troco errado e troca de notas legítimas por falsificadas. Melhor chamar pelo telefone, quando der.

3) Transfer gratuito
    A maioria dos shoppings está oferecendo translado gratuito a partir do hotel, ida e volta. Verifique o shopping e programe com antecedência um agendamento. Com certeza o Abasto e o Alcorta têm esse serviço.
  • Passeios
    Há vários passeios guiados e gratuitos na cidade de Buenos Aires à disposição dos turistas. Basta se programar. Conheça-os aqui.
1) El Querandí
    Eu já havia ido ao Sr Tango por isso fiz questão de ir ao mais conceituado dentre os que mais se aproximam do tango original. Nem por isso foi mais barato. Apesar do peso ser muito desvalorizado em relação ao Real, os shows de tango e passeios turísticos são sempre cotados em dólar. Estava incluído o traslado e não contratamos o jantar. A van chegou pontualmente para nos buscar, vazia, vazia. Estou abusando das repetições neste post hehe. Até achamos que seria meio furada porque no caminho não parou pra pegar mais ninguém. Mas quando chegamos, lá dentro já estava cheio. 
O lugar não é muito grande e tem uns resquícios da decoração original em madeira. Muito bonito. O palco bastante alto também não é grande, comporta no máximo 3 casais dançando. Isso torna o lugar mais familiar, aconchegante. O show é uma amostra da evolução do tango em diferentes épocas. Um telão vai acrescentando informações durante a apresentação. Três cantores se revezam no palco enquanto os dançarinos fazem suas performances. É tudo mais próximo do real e não glamoroso com no Sr Tango. Há fotógrafos que tiram fotos dos clientes para vendê-las no final do espetáculo. Caríssimas por sinal. Foi interessante e bonito. Gostei e indico. Destaque para a suculenta empanada frita. Humm, inesquecível. A melhor dessa viagem.

2) Tour Papal de metrô - linha  A San Jose de Flores
    Há um Circuito Papal en Bus que sai da Basílica San Jose de Flores, no bairro de Flores, sábados, domingos e feriados, de 9h às 15h. Resolvemos fazê-lo por conta própria porque não teríamos disponibilidade nesses dias.
    Começamos no metrô linha E, descendo na estação Medalla Milagrosa. Caminhamos até a praça da Misericórdia. Ali brincou Francisco provavelmente. Logo ao lado está o Colégio de mesmo nome, onde o papa estudou quando menino. Há uma igreja anexa ao colégio. Era horário de aula. Pedimos para a secretária e ela nos autorizou entrar e conhecê-la. Muito bonita por dentro. Os alunos já estão ficando habituados aos turistas que têm ido lá, mas ainda assim ficam todos de butuca.
   Seguimos a pé para a casa onde viveu o Papa, na rua Membrillar, 531. É uma fachada simples, onde puseram uma placa dizendo que aquela foi a casa de Bergoglio. Logo na esquina, a pracinha de sua infância, a Hermínia Brumana.
    Partimos então para a Basílica San José de Flores. Qual não foi nossa surpresa em ver, bem em frente a ela, uma estação do metrô funcionando. Economizamos uma caminhada na volta. Lá dentro, a simpatia do segurança chamou atenção juntamente com a beleza da igreja. Não deixe de ir até a capela, à esquerda da nave, lá no fundo. É linda, silenciosa e acolhedora.
    Regressamos para o centro, a partir da estação San José de Flores, que estava recém-inaugurada. Há uma imagem do santo e de Bergoglio no hall de entrada.
    Foi muito gratificante ter refeito os passos de Francisco e conhecer um pouco de sua gente e lugar. 


3) Jardim Japonês / Rosedal - Parece um ótimo passeio, lugar bonito, bem cuidado. Mas assim que atravessamos os portões, o guarda do lugar pediu que nos retirássemos pois fechariam naquele momento, devido ao mau tempo. Uma pena, penita.

4) Palermo - É um bairro muito arborizado, bom de se caminhar, com muitas opções de restaurantes. Ali ficam o museu Evita, o Zoo, o jardim japonês, o rosedal, o planetário e também o Malba. Então, aproveite para explorar o local, que é relativamente grande para uma só estação de metrô. 

5) Zoo de Buenos Aires -

6) Museu Evita - Fui nas duas vezes que visitei Buenos Aires. Não me arrependo. É pequeno mas bem estruturado. A casa em que está situado foi base da obra assistencial de Evita. São imperdíveis os vestidos que ela usava, a área azulejada e as projeções com o dia da sua morte. Emocionante. Há um café se precisar de um lanche.

7) Museu Casa Carlos Gardel
    O museu funciona na antiga casa do cantor. É pequena e simples, mas remonta à época em que ali viveu.

8) Abasto Shopping
    Gosto muito desse shopping porque é o antigo mercado restaurado, localizado próximo à Casa Gardel. Ele é lindo por dentro e oferece o que o turista espera: Havana, Freddo sorveteria e marcas internacionais como Starbucks, Mac, Nike e Vichy. Para crianças, ainda tem o Museo de los niños e o Neverland. Sem contar as marcas locais como a Kevingston e muitas opções em alimentação e bebidas.

9) Feira de San Telmo

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

La Bella Italia - Passeios Imperdíveis

A intenção inicial era fazer passeios independentes, mas por vezes foi mais cômodo aderir a um tour especializado, mesmo para ganhar tempo, como no caso de Cinqueterre, em que os horários de trem e a distância não colaboram com o turista autônomo. Foi tudo muito acertado em nossas escolhas. Tudo saiu a contento. Não tivemos nenhuma desistência ou contratempo insuperável. Conseguimos fazer todos os passeios agendados e contratados.
Na maioria dos casos, a escolha da empresa foi influenciada pela pesquisa no TripAdvisor. 


Utilizamos os serviços da Italian Days em Bolonha. Queríamos fazer o passeio proposto por eles,  o Italian Day Food Experience, mas queríamos também acrescentar uma visita à Maranello, onde fica a fábrica e o museu da Ferrari.
Propus e eles me fizeram uma oferta irrecusável. Ficou muito interessante passar o dia conhecendo e experimentando os sabores do queijo e do prosciutto e no final ir ver de perto todo aquele acervo do automobilismo.
O Alessandro, o guia, é muito dinâmico e alegre. Te deixa à vontade e fala de uma forma muito apaixonada. Não só explica, como nos leva a ver de perto todo o processo do parmeggiano, do acetto balsâmico e do prosciutto. É um passeio incrível porque podemos provar a cada explicação todos os produtos. Sem falar no almoço de encerramento que reúne massas e carnes numa confraternização entre amigos. A paisagem é outro elemento importantíssimo. Entre uma e outra parada, pudemos observar todo esplendor de uma região rica e produtiva, a variedade de cultivos e de cores.
Tudo foi fechado por email e o pagamento realizado apenas no final do passeio.
Pelo muito que significou pra mim, atribuo a nota máxima, 10 pra eles. Inesquecível.


Com a Ciao Florence pudemos conhecer os arredores de Florença, coisa que só conseguiríamos alugando um carro. São regiões da verdadeira toscana, Chianti com aqueles morros e vales todos plantados, tecendo uma colcha colorida diante dos seus olhos.
Escolhemos um passeio só de meio dia, de 14h as 18h, pois chegaríamos a Florença pela manhã, almoçaríamo e visitaríamos a Galeria Uffizi. Conheceríamos a paisagem e provaríamos algumas de suas especialidades: vinho com o selo Galo Nero, aceto e azeite. O pagamento podia ser feito em dinheiro ou em cartão no local de encontro, antes da saída do ônibus.
A primeira parada foi em uma produção familiar agrícola. Ouvimos sobre o processo de obtenção do aceto e vimos sua forma de estocagem. Em outra dependência da fazenda, tivemos uma série de degustações orientadas: vinho com queijo, aceto com sorvete, azeite com feijões e torradas. Tudo muito elaborado ao paladar e surpreendente, com explicações sobre a origem dos alimentos e a razão de estarem ali. Houve tempo para passar na lojinha onde todos os produtos consumidos estavam a venda.
Seguimos dali para Monteriggione, uma cidadela em cima do morro, encerrada por uma muralha. Muito interessante e pequena. Ali experimentamos o vinho Vinsanto e tomamos sorvete delicioso. Para subir na muralha, é preciso pagar uma pequena taxa. Vale a pena para ver a extensa paisagem, lá de cima, e se imaginar na época em que tudo ali estava no auge.
Antes de procurar uma empresa pra fazer esse passeio, avaliei seriamente as vantagens e desvantagens de se alugar um carro. Como dispunha de meio período do dia somente, concluí que não valia a pena, não só pelo preço, mas pela preocupação com estacionamentos e com o horário de devolução.
Ao retornar do tour, senti que tinha feito a escolha certa.



Minha primeira dúvida antes de fechar o passeio foi se eu conseguiria acompanhar o ritmo, pois há uma longa caminha a pé pelo parque, em terreno acidentado, com subidas e descidas. Relatei minhas preocupações a eles, inclusive a com uma hérnia de disco, e obtive imediata resposta sobre a distância e outros detalhes. Mesmo tendo sido a última a chegar ao destino nessa trilha, deu bem pra acompanhar o grupo.
Com o passeio agendado e pago pela internet, também saindo de Florença, partimos pontualmente de frente da estação de trem Santa Maria Novella às 9h. Havia dois guias e cada qual ficou com a metade do grupo, um explicando em língua inglesa e outro em italiano. Passamos por La Spezzia e descemos em Riomaggiore. Caminhamos pela parte alta da cidade, indo pegar o trem em Manarolla. De lá, caminhamos até Cornilha, onde almoçamos no restaurante Da Cecio. Muito bom e a paisagem é uma degustação à parte. Dali seguimos a tal trilha tortuosa e acidentada e maravilhooooooooosa. A vontade que dava era de parar e ficar admirando o mar turquesa lá embaixo. E tirar fotos e mais fotos. A chegada da caminhada foi pelo alto de Vernazza, onde ficamos admirando o mar quebrar nas pedras e depois apreciamos o delicioso gelatto. Pegamos um trem para Monterosso, onde tivemos tempo para um banho de mar geladíííííssimo, numa paisagem fabulosa. Tomamos um barco para Riomaggiore, com destino à Via dell'Amore. Pense num caminho beirando o penhasco e você se sentindo literalmente sobre o mar,um imenso mar pela frente, refletindo o sol já baixo do início da tarde. Nossa, que felicidade!!! Nem me dei conta do cansaço. Amei tudo. Ainda restava pegar o trem mais uma vez de Riomaggiore para La Spezia, de onde retornamos ao ônibus. Um dia de muita emoção.
Este passeio é oferecido pela conceituado site de turismo Viator por um preço quase que duas vezes maior. No entanto descobri que a Viator agencia o Walkabout Florence para realizar seus passeios em Cinqueterre. Ou seja, você paga bem menos pela mesma qualidade.

Apesar de ter percebido já em Nápoles que o preço acordado não era dos mais baixos, foi uma tranquilidade contar com os serviços da Ravello Taxi. Combinei o trajeto que queria fazer à Costa Amalfitana com o Salvatore, por email, e tudo correu a contento. Fomos de Nápoles à Salermo de trem para encurtar o caminho e baratear o custo. De lá seguimos de táxi até Amalfi, percorrendo as sinuosas pistas da encosta, estreitinhas que só, motivo de minha desistência em alugar um carro. O visual é fantástico. Quem enjoa com facilidade deve considerar a pista sinuosa por demais. Lá ficamos na praia e almoçamos. Depois subimos de Openbus até Ravello para visitar a Villa Cimbrone e a Villa Rufolo. Na volta, nossos planos foram atrapalhados por uma festa religiosa na região, tornando incerto o retorno até Salerno. Salvatore nos propôs levar diretamente até Nápoles por um valor que julgamos justo. Aceitamos, embora fôssemos perder o valor da passagem de trem já paga. Em compensação, curtimos mais paisagens maravilhosas que cercam o Vesúvio, só que dessa vez admirando não mais o mar mas as montanhas. Foi um dia pra não esquecer, graças aos serviços da Ravello.



Depois de muitos blogs lidos, chegamos ao nome de Nunzio, um barqueiro de bons preços e certa proximidade com clientes brasileiros. Único porém: não retorna os emails com a rapidez que se espera. Tanto que, depois de tudo tratado, resolvi procurar outro porque não me respondeu minha última pergunta. Foi então que descobri a Capri Relax Boats. Tratei com o Andew, muito solícito e atencioso. Logo que relatei a ele meus acordos com o Nunzio, foi logo dizendo que ele trabalhava lá também e que estava tudo resolvido. Confiei e deu certo. No ponto marcado em Marina Grande, na hora exata, encontrei Andrew que logo destinou nossa embarcação. Ficamos com um barco exclusivo para nós. Toalhas e água foram oferecidas. Fizemos a volta em torno da ilha, passando pelos pontos principais, como A gruta azul (pagamento à parte e muito bem pago, diga-se com propriedade) e o Faraglione, incluindo paradas para banho. Nosso guia era muito jovem mas muito simpático e prestativo. Levamos 2h15min para percorrer a ilha. Um tempo de contemplação e lazer. Show! Recomendadíssimo.


VASTOURS

Em Roma, fizemos um passeio de meio dia à Villa Adrian e à Villa d'Este. Infelizmente não achei mais o link dessa empresa. Mas lembro-me de haver outras a oferecer o mesmo serviço. Optei pelo tour pelo motivo da agilidade. Fazê-lo por conta própria levaria muito tempo, muito desgaste e pouco proveito. As vilas não ficam tão distantes de Roma, mas não há um transporte direto até lá. Como quis dispor somente metade do dia para conhecê-las, o jeito foi contratar a excursão. Achei que valeu a pena. Não se ganha muito ficando mais tempo em cada uma delas.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

La Bella Italia - Onde Comi

Parmeggiano
Prosciutto
Massas

A terra da boa comida. Sim, com tantos ingredientes de dar água na boca, como comer mal? É fácil, fast food é má comida em qualquer lugar do mundo. Haverá quem passe quase um mês comendo pizza a talho na Itália? Com o perdão do trocadilho, duvido muito. O ditado de que tudo que é demais enjoa vai bem em qualquer situação gastronômica. Por isso, eu faço constar do roteiro minhas pesquisas de restaurantes, não só os comentados em blogs de viagens mas também os de sites especializados, como o Guia Michelin e Frommer's, cujo livro virou o meu de cabeceira por meses. Afinal, gosto é gosto mas há um quê de ciência por trás.
Não descartei as opções mais rápidas. Às vezes só dá pra pedir uma fatia de pizza e seguir caminhando, ou aproveitar a visita à feira de Campo dei Fiori (foto das massas) para comer umas frutas. Mas não será o objeto desse artigo.
Chegando ao ponto, falarei dos restaurantes destaque em minha viagem. O restante está no próprio roteiro.
O complicado, na verdade, não é escolher um bom restaurante na faixa de preço que te atenda. O complicado é achá-lo mais ou menos onde você vai estar, e funcionando naquela hora. Sim, porque fica inviável se deslocar para almoçar e se deslocar de novo após o almoço para continuar seu roteiro. Por isso, perco horas e horas até ter duas ou três opções pra escolher. Posso garantir que compensa, mesmo que nem sempre eu vá em uma delas e prefira me sentar na primeira cadeira mais próxima. Me sinto mais segura assim. 

Roma



Uma portinhola difícil de abrir. Mal dá pra notar que tem gente lá dentro. Estávamos quase indo embora quando alguém a abriu por dentro. Valeu a pena voltar. Polpettine di “Nonna Lella” é algo indizível de bom. Pedimos como entrada, mas dá pra ser o prato principal com acompanhamento. O gnocchi de batatas também estava maravilhoso. O espaguete com ossobuco saborosíssimo. 

2) Alfredo - O lugar é bem agradável. Ficamos na varanda da frente. Há vários retratos de pessoas famosas. Um deles, pra minha surpresa, o de Dom Eugênio Sales. Poucos dias depois de meu retorno da Itália, contando esse fato a minha mãe, ela me informa que ele falecera havia poucos dias. Triste coincidência. Bem, mas ao que interessa: é muito simples e muito bom o fettuccini a la Alfredo. O garçom faz a mistura da massa com o molho na nossa frente. Muito interessante. Até filmei. Vale a pena. Apesar da manteiga e do queijo, não é enjoativo. Sabor na medida certa.


3) Al Palazzaccio - Perto do hotel em que me hospedei, próximo à estação de metrô Lepanto. Local despojado, descontraído. Nas paredes, celebridades que ali estiveram. Seu carro-chefe: as trufas, certo tipo de cogumelo. Pedi então um Filetto di manzo chianino con tartufo nero. Humm, uma delícia. 


Nápoles

1) Da Michele - La vera pizza napolitana. Para o costume brasileiro, é uma massa nada crocante, meio puxenta, fina. Mas não é que eu adorei. Só servem dois sabores: margherita e marinara. Pouquíssima cobertura sem deixar de ser saborosa. O lugar é bem simples, com azulejos verdes nas paredes, fotos de famosos, como a da Julia Roberts, de quando filmou Comer, Rezar e Amar. Há certos horários em que se forma fila pra entrar. Conheço quem detestou a pizza. Em Brasília, na Bacco, há uma versão bem parecida, o que dá ao restaurante o selo da Associazione Verace Pizza Napoletana. Quem quiser provar antes pra não perder a viagem em Nápoles, seria uma boa pedida.

Penso que você deve estar disposto a experimentar os sabores, vivenciar as culturas sem preconceito. Comer pizza brasileira, se come aqui. Então, eu não só me disponho a provar, como me trabalho pra apreciar. O diferente pode ser tão bom ou melhor que aquilo que você está acostumado. Eu tinha lido tanto sobre essa pizza, que já gostava mesmo antes de comer.

2) Zi Teresa - Fica no Borgo Marinari, logo na entrada, à esquerda e abaixo. À noite há um burburinho por ali, as luzes se refletem na água do mar e a vista é simplesmente o castelo Dell'Ovo. Pedimos um filé. Estava bom, mas nada de excepcional. Eu voltaria para experimentar outro prato. Quem sabe? 

3) Doceria Leopoldo - Ficava do lado do hotel que me hospedei. Certo dia ao voltarmos de um passeio nos deparamos com uma aglomeração. Parecia mosca no doce. Todos comendo algo que logo me apeteceu, me encheu os olhos. Era a Baba com panna, uma espécie de chantili, e morangos pequenos, o fragolini. Após escolher, a atendente ainda rega com uma calda fina de rum com açucar. É maravilhooooso. Ai  que saudade!!!




Capri

1) Da Paolino - Uma unanimidade, mas engolimos pança. Não registrei que só abriam à noite. Como fomos pra almoçar, só deu mesmo pra conhecer o ambiente, que é realmente acolhedor, em meio aos enormes limões, pendentes nos caramanchões. Fica para a próxima, que haverá com certeza.


2) Restaurante do Hotel Relais Maresca - La Terrazza. Simplesmente a melhor muçarela de búfala que já comi na vida. Divina, divina. A vista é maravilhosa e o atendimento foi ótimo. Funciona na cobertura do hotel, que, aliás, é um brinco. Impressionou-me muito. Pedimos uma salada caprese como entrada. A muçarela de búfala, como disse, era algo de outro mundo: suculenta, cremosa por dentro, envolta a uma pele mais resistente por fora. O tomate pouquíssimo ácido e muito doce. Somado ao azeite saborosíssimo, nossa!!! Foi de suspirar.

E suspiro até hoje quando me lembro. Depois pedimos um gnocchi de batata e um ravioli. Maravilhosos. A batata tinha um sabor bastante adocicado também. Esse restaurante foi um achado, porque não constava das minhas anotações. Compensou toda a tristeza por termos dado com a porta na cara no Da Paolino. Provamos também o sorvete de limoncello. Muito interessante mas forte. Como íamos andar muito ainda, me contive. Seria um vexame sair por lá cambaleando.






Amalfi

1) Marina Grande


Como escolhemos comer em Amalfi para depois subir à Ravello, optamos por ficar no Marina Grande porque tem uma praia privativa, com espreguiçadeiras, toalhas, ducha, banheiros e serviço de bar. Para almoçar, pode-se escolher comer ali mesmo, ou subir ao restaurante, que tem uma vista agradável. Pedimos vinho da casa, Risotto vialone nano igp ai molluschi e crostacei e Ravioli di pasta cotta. Achei que o risoto estava um pouco insosso e que colocando queijo, resolveria. Pedi ao garçom que imediatamente respondeu: já há queijo no preparo. Ou seja, fiquei a ver navios. Tudo bem. Deu pra comer sem arrancar suspiros. O ravioli estava bem mais apetitoso. O serviço de praia e a vista compensaram.


Florença

Fomos à noite. Não quisemos ficar fora, nos toldos. Ficamos perto do balcão. Ambiente aconchegante e que poderia ser um pouquinho mais iluminado, por isso as fotos saíram bem estranhas. Mas não vi o restante dos ambientes.  Pedimos a Bisteca Fiorentina, um dos pratos recomendados e característicos da região. Humm, estava divina. Suculenta e ao ponto. Ao servir, a garçonete já foi cortando as partes, indicando as qualidades de cada uma, mostrando-se conhecedora do riscado. Imperdível. A entrada foi um musse de tomate com verduras e mussarela de búfala. Uma versão moderna da salada caprese. Muito boa também. Apesar de terem estranhado eu pedir vinho branco para acompanhar a bisteca, não se negaram a trazer. Uma gentileza que nem sempre encontramos em qualquer restaurante por lá.

Nos atrasamos na subida guiada à Duomo, o que nos fez procurar almoço por ali por perto mesmo. Num bequinho, mais para dentro, estava o Sasso di Danti. Logo me impressionou o estilo muito antigo. Pensei que estaríamos numa fria. Sorte que não. O restaurante é bem referendado. O prato que pedimos era bem simples, espaguete à bolonhesa, mas estava muito saboroso. Até errando nós acertamos.

3) Rivoire
Com o Rivoire é engraçado. As indicações são todas pra não ir, devido ao preço. Como está ali, na piazza Signoria, de frente para o Palácio Vecchio e para a enorme réplica do Davi, é uma tentação não entrar. Ainda mais como o calor de meio dia. Não deu outra, entramos. Não para tomar o delicioso sorvete, mas para almoçar. No verão, armam um toldo na frente. Mesmo com ele, a temperatura incomodava. Então, fomos para dentro, no ambiente climatizado. Outra sorte foi achar lugar. Era gente entrando e saindo o tempo todo. Indisciplinados como nós que não obedeceram aos guias.

Não queria massa, estava um pouco enjoada com o calorzão. Qual não foi minha surpresa ter esse prato lindo e frio. Sim, friiiiio. Lembrou muito nosso arroz de forno, mas a qualidade do arroz o aproximava muito do risoto. Pra mim foi um achado. Comi tudinho, tudinho e suspirei, admirando o Davi. Nem foi tão caro assim. Pena que não voltei outro dia pra provar o gelato.


Lucca

1) Restaurante Giglio

Atendimento bom. Local bastante requintado e agradável. Primeiramente queria ter ido comer no Buca di Sant Antonio, indicado pelo Frommer's. Mas estavam de férias e no site indicavam Giglio. Foi um acerto, por estar numa localização mais acessível e pela qualidade da comida. A brusqueta estava bem apetitosa, bem ao estilo que estamos acostumados aqui. Em seguida pedimos um risoto que não consegui encontrar no cadápio do site. Talvez tivéssemos feito alguma alteração no preparo, não lembro ao certo. Por fim, indicação da casa, lascas de vitelo com batatas assadas. Uma delícia. Enquanto esperávamos os pratos, alguém, entre os clientes, se levanta e começa a cantar uma música clássica à capela. Surpreendente, não fosse ali a terra de Puccini. Ainda sim foi lindo e inusitado. Distraiu-nos da demora no serviço, que não tirou o brilho dos sabores.



Cinque Terre

1) Da Cecio


Não sabíamos onde almoçaríamos em Cinque Terre, pois estávamos fazendo um passeio guiado pela região. O lugar logo chamou-me a atenção não só pela paisagem, como pela cobertura do terraço onde comemos. Só na volta pude certificar-me de que era o restaurante Da Cecio, outro bastante pontuado no tripAdvisor. O menu servido talvez fosse específico para o nosso grupo, já que tínhamos um cronograma a seguir. Havia entrada, que se podia escolher entre salada e frutos do mar, e o prato principal. Tudo muito bem preparado, bonito e saboroso. Foi uma parada restauradora.


Veneza









Com uma vista dessas, nem os mais gulosos iam ligar muito pra comida. E olha que estou nesse grupo. hehe 
Simplesmente de tirar o fôlego. Revendo essas fotos, fico a pensar como pode alguém dizer que não gostou de Veneza. Como gosto não se discute, meus olhos são meus guias. E as fotos mostram o que vi de belo por lá.
Passemos ao cardápio. Carííííssimo. Muito, muito caro. Mas, estando lá, não tive coragem de não sentar e pedir algo. Me preparei pra pedir somente um suco. E olha que já seria um assalto. Surpreendi-me com uma massa dentro das possibilidades financeiras da viagem. Claro, na minha cabeça, eu pagaria pela paisagem e não pelo prato. Foi o que me motivou.




Bologna

1) Diana

No Diana descobrimos que o molho bolonhesa é branco e a lasanha é verde. Nosso queixo caiu sim, mas aceitamos sem discutir. Afinal, não dominamos a língua muito menos o know-how. Há uma foto no site, vi depois.
O lugar é bem agradável. Há uma varanda, onde ficamos, mais informal que o ambiente fechado. Chamam atenção as massas cruas e carnes à mostra.
Como todo restaurante italiano, já nos aguarda uns pãezinhos e manteiga. No Diana, tinha também uns palitinhos de massa crocantes, industrializados, que encantou minha amiga. O atendimento também foi primoroso.
Pedimos o tagliatelle à bolonhesa. Muito saboroso e bem sequinho para os nossos padrões. Como fujo à regra, prefiro assim a la italiana.
No final, fomos pedir ao garçom que tirasse uma foto. Surpresa: ele queria sair nela.

Milão





2) Farinella

Fomos primeiro a um restaurante que tinha programado. Mas estaria aberto somente às 19h. Teríamos de aguardar uma hora. O cansaço fez-nos optar por voltar ao hotel. Na esquina da estação Cairoli, nos deparamos com o Farinella, cheio de gente. Como o ambiente era agradável, nos acomodamos por ali mesmo, com a satisfação de estarmos a poucos passos do hotel. O atendimento foi bem demorado. Enquanto isso, vimos passar pizzas margheritas com uma meia muçarela de búfala enorme no centro. Deu muita vontade de experimentar, mas já havíamos feito nosso pedido.
E meu prato foi esse aí. Lindo, né? Estava muito bom. Essa massa tipo penne gigante chama-se Paccheri. Al dente e saboroso. O único defeito: ser pouco.

3) Biffi

No Biffi, não só comemos muito bem como fomos tratadas com toda atenção e mimos. O dono é brasileiro de Bento Gonçalves. A referência foi uma reportagem da Globo com ele. Desde então, só ficava a sonhar com a bisteca milanesa. E não decepcionou. Recebemos pro-seco de brinde e um molho pesto da casa, para trazer para o Brasil. No final ainda ganhamos tacinhas de Limoncello. Uau! Como esquecer. Fechou com chave de ouro nossa estada em Milão e na Itália. 

Vou fazer um plus, citando os sorvetes que mais se destacaram. O primeiro foi em Assis, da Gelateria Snack ou Incontro, na esquina com a McDonalds, próxima à estação de trem. O outro nota mil foi saboreado em Sam Gimignano, na Gelateria di Piazza, na Piazza di Cisterna. Sensacional. Inesquecível. Em Veneza tomei um muitíssimo bom, mas não me recordo o nome.

sábado, 1 de junho de 2013

La Bella Italia - Trens

Chegamos aos trens, esse transporte tão estranho a nós, brasileiros, no sentido de utilização. Talvez por isso não possa dizer que enjoei, mas era pra ter enjoado pelo tanto que usei. Pegamos vários, os mais velozes e modernos, os mais antigos e lentos. Como tudo que é novidade, aproveitei cada minuto, já que preferi viagens diurnas, mesmo "perdendo" metade da diária do hotel naquele dia. Não me arrependi em nenhum momento. Mas comecemos do começo.

  • Usando o site Trenitalia


Site da Trenitalia

Antes de viajar, você pode comprar antecipadamente os bilhetes que achar convenientes, no site da Trenitalia. Talvez pareça que não, mas às vezes os minutos gastos nas máquinas na própria estação te tiram a oportunidade de conhecer algo interessante. O site não permitia compra com cartão emitido no Brasil, mas desde o ano de 2012 já é possível utilizá-lo. Eu mesma não tive dificuldade alguma com isso. Recentemente fizeram mais uma atualização no site, possibilitando a troca para o idioma Inglês. Observe, porém, que há diferença de apresentação em italiano e em inglês. Eu preferi acessar em italiano, mesmo não dominando a língua. Há, por exemplo, um link bem acessível para o agendamento dos trens regionais no design italiano que não aparece facilmente no em inglês.

Se você não leu nada sobre o sistema de trens italianos, precisa saber que os mais rápidos são chamados de Frecce (flecha) e são 3: Bianca, Rossa e Argento. Eles ligam grandes distâncias e fazem poucas paradas. Os Intercity (IC) ligam cidades grandes e médias, são mais lentos que os Frecce. Os Regionales (regionais) ligam curtas distâncias entre pequenas cidades, são mais lentos, antigos e param mais.  Um regional mais incrementado é o Regionale Veloce. Nem sempre é possível comprar antecipado bilhetes para os trens regionais, que ficam liberados no site com apenas 7 dias de antecedência. O que não põe em risco sua viagem naquele trecho e horário pretendidos porque a procura é bem menor. No mais das vezes os regionais trafegam com muito poucos passageiros. Fique atento para o caso de ocorrer algum evento na cidade que pretende visitar. Isso sim pode atrapalhar seu roteiro.

Mapa do Vagão

O site exige um cadastro para realizar as compras. Para os Frecce e Intercity é possível marcar o vagão (carrozza) e o assento (posti). Em geral, os assentos finais são voltados para a mesma direção. Já os restantes, a cada quatro, ficam de frente uns para os outros, separados por uma mesinha (o bastão cinza da imagem). Na parte traseira do vagão há maleiro e ao longo do vagão, no alto, há bagageiro para volumes menores.
Código 3D

O bilhete deve ser impresso mas não precisa ser validado, ou seja, você não precisa passá-lo na leitora que fica plataforma da estação porque é considerado previamente validado. O fiscal do trem virá com uma máquina que fará a leitura do código 3D constante dele. Se não portar o bilhete, você terá de pagar uma multa não muito barata, que é o valor do bilhete e mais 50 euros.
Detalhe da página do bilhete impressa
Advertência sobre a não validação (2.2) e multa (6.)
Os preços variam de acordo com o trem, a classe, procura e a proximidade da viagem. Portanto, se quiser economizar, compre com antecedência. Diferentemente dos trens regionais, os Frecce têm alta procura e você pode ficar na mão se deixar pra última hora, ou ter de pagar mais do que seu vizinho de assento. Quanto à classe, é oferecida nos trens mais velozes 1ª e 2ª classes, que para comodidade não apresentam uma diferença significativa. Viajei sempre de 2ª classe e foi super confortável.
O site traz muitas informações e às vezes fica difícil retornar a elas, por isso pesquei o link para informações sobre o que as estações oferecem, como por exemplo guarda-volumes, que eles chamam de deposito bagagli. Essa informação está no link In Regione. Escolha a região onde se encontra a estação pretendida. Depois clique no link Servizi in Stazione, logo à esquerda do mapinha. Aparecerá uma tabela com todas as estações da região com os respectivos serviços.
Outro serviço interessante é o despacho de bagagens. Quase o utilizei, mas na última hora preferi deixar no guarda-volumes, porque teria de voltar obrigatoriamente àquela estação para seguir viagem. Não fosse isso, teria sido uma mão na roda. Mais informações aqui.

  • Comprando bilhetes nas estações de trem

Chamada de Biglietterie Self Service, as máquinas onde se compram os bilhetes é bem explicativa, não tive problemas. É como fazer uma operação de banco, tudo digital. Você pode escolher o dia e o horário da viagem, mas o bilhete vale por 60 dias a partir da impressão. Portanto, não há problema em usar o trem em outro dia e horário. Mas cuidado, esses bilhetes precisam de validação. Após validado, somente após validado, você terá 6 horas para embarcar. Se perder o horário, ainda tem essa margem de segurança. O que não é permitido em nenhuma hipótese é usar uma linha diversa daquela que você pagou, mesmo estando dentro do horário e sendo do mesmo valor. Se o fiscal aparecer e verificar esse desvio, haverá multa do mesmo jeito.
As máquinas aceitam pagamento com cartões de crédito, inclusive os pré-pagos, e em dinheiro em papel, retornando troco quando for o caso.
Bilhetes comprados nas máquinas das estações
Há bilheterias com atendentes na maioria das estações. Nas pequenas, não há máquinas para compra. A única complicação é se comunicar. Por isso optei pelas máquinas quando foi possível.
Outra forma de se comprar bilhetes é ir a um revendedor, que pode ser uma tabacaria, banca de jornais, supermercado, um bar ou até mesmo uma lan house. No site da Trenitalia essa informação está em Altri Revenditori, por região, como em Lazio, por exemplo.



  • Dicas sobre as bagagens
Considerando as medidas de malas:
Dimensões (cm):(Altura x Largura x Comprimento)
P - 50.00 x 34.00 x 21.00
M - 71.00 x 46.00 x 27.00
G - 79.00 x 47,5.00 x 33.50

Como marinheira de primeira viagem nos trens italianos, levei uma única mala média (60 x 49 x 30) e uma mochila para carregar a máquina fotográfica e o passaporte, crente que estava abafando em  minimalismo. Que nada! Olha que é uma mala considerada pequena pelas mulheres e mesmo assim deu muito trabalho nos trens Frecce. A questão maior é o peso. Não sou uma fracota, pelo contrário. Mas tenho hérnia de disco e pesos assim, quase 30 kg,  são mais que suficientes para desencadear uma crise.
Para acessar os vagões, há 2 lances de escada. Além da altura, a entrada é estreita. Não cabe duas pessoas segurando uma mala, cada uma de um lado, no mesmo degrau. Somado a isso, não se pode considerar os italianos os homens mais solícitos entre os europeus, por isso, esperar que se ofereçam para suspender suas malas é apostar na sorte e empatar a fila que se forma.
Estando no vagão, não encontrando vaga no maleiro que fica na saída, a opção é colocar no bagageiro da parte superior. Aí é outro sofrimento: como levantar esse peso todo acima da sua cabeça? haja força e equilíbrio. Tudo ajeitado, a hora da descida é um pouco tensa também, principalmente se a estação não for a final do trajeto, o que exige maior agilidade pelo pouco tempo de parada.
Então, minha dica é levar duas malas médias médias, que você dê conta de puxar/empurrar com facilidade e também levantar. Isso, claro, caso você vá passar muitos dias em viagem e realmente precise de toda essa bagagem.
Uma brasileira, no Vaticano, me dizia que só estava com uma mala pequena, tendo ficado quase 20 dias como eu. Perguntei como fazia pra se virar com tão poucas roupas. Disse que trazia mais blusas e todas davam pra ser lavadas no banheiro do hotel. As calças e bermudas ela procurava usar mais de uma vez.
Outra dica é gastar com uma mala boa, se já não tiver uma. Minha mala era de duas rodinhas, que ainda por cima funcionam emperrando numa determinada posição, deu mais trabalho que a da minha amiga, que era bem maior. Pode parecer que os percursos hotel-estação-hotel sejam curtos. Mas se somar todos os cansaços da viagem, verá que cada detalhe faz a diferença. Indico que leve a de 4 rodas, pois possui mais modos de carregar e você não se estressará tentando equilibrá-la em pé, quando estiver estufada. Quanto melhor for o rolamento dela, menos cansaço terá.